Maior cavalo do mundo pesa mais de 1 tonelada e pode desaparecer — conheça o gigante Shire
Símbolo da força na história da agricultura, o cavalo Shire impressiona pelo tamanho colossal, temperamento dócil e pela preocupante queda populacional que coloca a raça entre as mais ameaçadas do mundo.
Símbolo da força na história da agricultura, o cavalo Shire impressiona pelo tamanho colossal, temperamento dócil e pela preocupante queda populacional que coloca a raça entre as mais ameaçadas do mundo. O cavalo Shire é frequentemente descrito como um verdadeiro colosso do mundo equino — não apenas pela aparência imponente, mas também pela relevância histórica que carrega. Considerado a raça de cavalo mais alta do planeta, esse gigante de origem britânica desempenhou papel fundamental no desenvolvimento agrícola e industrial antes da mecanização. Hoje, apesar de ainda impressionar pela força e elegância, o Shire integra listas de raças ameaçadas, acendendo um alerta entre criadores e conservacionistas. Com um visual que lembra o do Clydesdale — especialmente pelos longos pelos nas patas e pelos cascos volumosos — o Shire reúne características raras: potência física extraordinária aliada a um comportamento calmo e confiável. Essa combinação faz com que seja um animal admirado tanto por especialistas quanto por iniciantes na equinocultura, desde que estejam preparados para lidar com seu porte monumental. window._taboola = window._taboola || [];
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Os dados de tamanho do Shire ajudam a explicar por que a raça se tornou referência mundial quando o assunto é força animal.
Peso: entre aproximadamente 816 kg e 1.089 kg
Altura média: de 1,63 m a 1,83 m na cernelha
Exemplares excepcionais: podem ultrapassar 1,93 m
Expectativa de vida: cerca de 25 a 30 anos
Seu tipo físico é inconfundível: corpo musculoso, pescoço longo e arqueado, perfil nasal levemente romano, além das marcantes franjas de pelo nas pernas — conhecidas como “feathering”. Os garanhões costumam ser ainda mais altos que as éguas, reforçando a imagem de imponência da raça. O nome “Shire” faz referência aos condados britânicos onde a raça foi desenvolvida. Acredita-se que sua linhagem remonte ao chamado Great Horse britânico, animal robusto utilizado em batalhas medievais para transportar cavaleiros fortemente armados. Foto: The pixel nomadRegistros históricos indicam que até Júlio César mencionou a presença de grandes cavalos negros no norte da Inglaterra. Posteriormente, a introdução de sangue flamengo — cavalos conhecidos pelos pelos abundantes nas patas — contribuiu para aprimorar força, coragem e resistência. Durante a Idade Média, esse cavalo passou a ser conhecido como Grande Cavalo Inglês, tornando-se essencial tanto em conflitos quanto em atividades pesadas. Com o tempo, evoluiu até atingir o porte impressionante que conhecemos hoje.
A formalização da raça ocorreu em 1878, com a criação da English Cart Horse Society, que mais tarde se tornaria a Shire Horse Society, entidade responsável pelo registro genealógico. Antes da mecanização transformar o campo e as cidades, o Shire era praticamente sinônimo de tração pesada.
Entre suas principais funções históricas, destacam-se:
Puxar carroças de cerveja das cervejarias até os bares
Trabalhar em fazendas, arando campos e transportando cargas
Rebocar enormes carroças de carvão por estradas difíceis
Auxiliar no transporte fluvial e na derrubada de madeira
Há relatos impressionantes sobre sua força: na década de 1920, uma dupla de Shires teria puxado mais de 45 toneladas, um feito que ultrapassou a capacidade das balanças da época.
Mesmo após perder espaço para máquinas, o Shire não desapareceu. Pelo contrário — encontrou novos nichos. Hoje, é comum vê-lo:
Puxando carruagens turísticas
Participando de eventos históricos
Atuando em pequenas propriedades como alternativa ecológica a tratores
Trabalhando em operações florestais
Servindo como símbolo promocional de cervejarias tradicionais
Foto: WallpapercaveAlgumas empresas mantêm a tradição de realizar entregas com carroças puxadas por cavalos, transformando o Shire em uma poderosa ferramenta de marketing ligada à herança cultural. Além disso, cruzamentos com cavalos de sela podem originar animais do tipo Hunter, apreciados na montaria esportiva.
Os Shires costumam apresentar pelagens sólidas e elegantes:
Preto
Baio
Cinza
Marrom
O padrão britânico não aceita a cor castanha. Embora sejam comuns marcas brancas na face e nas patas, excesso de manchas é considerado indesejável dentro do registro da raça.
Apesar do tamanho intimidador, o Shire é conhecido por sua personalidade equilibrada. Calmo, paciente e disposto a cooperar, o animal raramente se assusta com facilidade — característica que provavelmente se consolidou quando era usado em ambientes de guerra barulhentos e caóticos. Essa docilidade faz com que seja relativamente fácil de treinar e seguro para manejo, reforçando sua reputação como um dos grandes cavalos de tração mais confiáveis da história. Uma égua e potro da raça Shire. Foto de Bob Langrish.
Em geral, o Shire é considerado um cavalo saudável. Ainda assim, existem pontos de atenção importantes:
Linfedema crônico progressivo: provoca inchaço gradual nas patas; não tem cura, mas pode ser controlado com manejo adequado.
Miopatia por armazenamento de polissacarídeos: menos comum, mas pode causar rigidez muscular e espasmos.
Outro aspecto crucial é a higiene. Os longos pelos nas pernas exigem escovação frequente e secagem completa após o banho, evitando infecções por fungos e bactérias. Devido à altura, tarefas simples podem exigir uma escada ou banquinho resistente — um detalhe que evidencia o desafio logístico de cuidar de um animal desse porte. Vantagens
Temperamento tranquilo
Força excepcional
Facilidade de treinamento
Pontos de atenção
Custos de manutenção elevados
Necessidade de cuidados extras com higiene
Foto: Kaycee MkolkCom a substituição dos cavalos por máquinas na agricultura e no transporte, a população de cavalo Shires caiu drasticamente ao longo do século XX. Hoje, a raça aparece em listas de animais ameaçados no Reino Unido, nos Estados Unidos e no Canadá, dependendo de programas de conservação e do interesse de criadores para garantir sua continuidade. O cenário reforça um paradoxo: um dos cavalos mais poderosos já criados pelo homem agora depende da ação humana para sobreviver.
Por: Redação
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