O Senado Federal já tem calendário definido para a análise da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). A leitura do relatório está marcada para a próxima quarta-feira, dia 15, pela manhã, enquanto a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deve ocorrer no dia 29, também no período da manhã.
A definição foi anunciada pelo relator da indicação, senador Weverton Rocha (PDT-MA), após reuniões com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e com o presidente da CCJ, Otto Alencar. Segundo Weverton, após a sabatina, o nome de Messias será imediatamente encaminhado ao plenário, onde os senadores irão deliberar sobre a aprovação, seguindo o rito tradicional da Casa.
Mesmo sem ter se reunido pessoalmente com o indicado após a oficialização, o relator já antecipou seu posicionamento. “Ele preenche todos os requisitos, tem notório saber jurídico, reputação ilibada e uma carreira consolidada”, afirmou, ao indicar que apresentará parecer favorável à aprovação.
Weverton evitou cravar um placar para a votação, mas sinalizou uma mudança significativa no cenário político em torno do nome de Messias. De acordo com ele, o ambiente no Senado se tornou mais receptivo nos últimos quatro meses.
O senador destacou que o indicado intensificou o diálogo com parlamentares, incluindo senadores independentes, o que teria contribuído para reduzir resistências iniciais.
“Houve um avanço claro. Ele conversou, construiu pontes e abriu portas. Hoje, o caminho está mais estruturado para a aprovação”, indicou o relator.
Antes da sabatina de Messias, o Senado deve realizar um esforço para votar outras indicações que estão paradas na CCJ, como vagas no CNJ, CNMP e Tribunal Superior do Trabalho.
A ideia, segundo Weverton, é “despressurizar” a pauta e permitir que a análise do nome para o STF ocorra com mais foco e menos acúmulo de matérias.
O senador também saiu em defesa da condução do processo pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, rebatendo críticas sobre demora ou aceleração na tramitação.
Weverton argumentou que o calendário segue o rito constitucional e padrões adotados em indicações anteriores ao STF, afastando qualquer interpretação de interferência política no andamento.
Apesar de evitar previsões numéricas, o relator resumiu o cenário atual como favorável: a indicação ainda depende da sabatina e da votação, mas já percorreu a etapa mais crítica, que é a construção de apoio político dentro da Casa.





