Tecnologia acessível no campo e estratégias de mercado geram resultado para agricultura familiar
O Seminário Sementes do Bem: Raízes do Futuro, realizado dia 19 de março, na Embrapa Milho e Sorgo, propôs um olhar ampliado sobre o milho, como insumo especial, a partir de variedades crioulas e de variedades especiais.
O Seminário Sementes do Bem: Raízes do Futuro, realizado dia 19 de março, na Embrapa Milho e Sorgo, propôs um olhar ampliado sobre o milho, como insumo especial, a partir de variedades crioulas e de variedades especiais. O alimento, para além da lógica da commodity, pode ser visto pelo sabor, cor, valor nutricional, história, identidade cultural e sustentabilidade, que também agregam valor aos produtos nos mercados. Na II Etapa do Circuito Mineiro de Agroecologia, essa discussão ganhou reforço prático, de tecnologias que podem ajudar os pequenos produtores. O diretor da empresa Live Farm, Joélcio Carvalho, trouxe o maquinário desenvolvido especificamente para atender os desafios do agricultor familiar. Na palestra “Máquinas agrícolas de baixo custo como ferramenta de autonomia para a agricultura familiar”, Carvalho salientou os benefícios do maquinário. “Focar na produção familiar de até 20 hectares, com mecanização de ponta, para preparar o solo, plantar, fazer o desbaste, roçar e colher. Tornar a mecanização mais barata que o preço do trator mais barato do Brasil. Equipamentos que tem tudo o que é necessário para o agricultor ter autonomia de trabalho, é o que oferecemos em termo de tecnologia ”, disse Joélcio.
Um post compartilhado por Faz o Bem Queijaria (@fazobemqueijaria)Cooperativismo Presidente da Cooperativa Agropecuária Mista regional de Irecê (Copirecê), da Bahia, Zena Vieira contou sobre o trabalho da cooperativa, na palestra “Do campo à indústria: Produção em larga escala do flocão de milho vermelho no sertão baiano e geração de renda para a agricultura familiar”. “Trabalhamos com agricultura familiar na produção e no processamento de milho não transgênico. Transformamos a produção do cooperado em flocão de milho, que é o fubá, usado para fazer cuscuz e outros nove produtos que são beneficiados com essa matéria prima. Este projeto proporciona o aumento da renda familiar, a agregação de valor ao produto do cooperado, o empoderamento da agricultura familiar e a autonomia na produção de sementes”, salientou Vieira.
Um post compartilhado por Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural da Bahia (@sdrbahia)
Estratégias de mercado: PNAE e construção de mercados sólidos Leandro Oliveira, gerente regional da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais ( Emater-MG), abordou ações para fortalecer mercados, renda e organização dos agricultores familiares. Ele citou uma série de ações que a Empresa promove para auxiliar os produtores. “Feiras, agroindustrialização, circuitos curtos e longos de mercado, Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)”. O foco de sua apresentação foi o Programa Nacional de Alimentação Escolar ( PNAE). Para Oliveira, o PNAE representa uma oportunidade de mercado para os produtores locais, por exigências cada vez maiores aos órgãos públicos por meio das normas de compra. De acordo com ele, a certificação orgânico, que tinha prioridade desde as regulamentações anteriores, passou a ser decisiva com a Nova Resolução do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação ( FNDE), de fevereiro deste ano. “Só a região metropolitana de Belo Horizonte é um grande mercado consumidor”.
Para saber “Como construir mercados sólidos para os produtos da agricultura familiar”, a gestora Gabriela Marques, da empresa Polvo Lab, de São Paulo, apresentou as estratégias para promover a comercialização dos produtos da agricultura familiar com mais sustentabilidade financeira. “A gente criou o Polvo Lab há quase cinco anos atrás, exatamente por identificar que o produto de agricultura familiar tem qualidade, tem respeito na maneira como é produzido, mas não remunera bem o produtor. Então vemos uma potência em preparar esse produto para um mercado que pague melhor por ele. Para isso, organizamos os produtores em cooperativas, preparamos a marca e a estratégia para acessar o mercado”, explicou Marques. Gerando conexões Felipe Russo, secretário municipal de Agricultura, Pecuária, Meio Ambiente e Segurança Alimentar de Goianá, Minas Gerais, moderou o debate “ Conexões agroecológicas e trabalho em rede para o desenvolvimento de soluções para a Agricultura Familiar”. Felipe Russo, secretário municipal de Agricultura, Pecuária, Meio Ambiente e Segurança Alimentar de Goianá, Minas Gerais, moderou o debate “Conexões agroecológicas e trabalho em rede para o desenvolvimento de soluções para a Agricultura Familiar”. “O Seminário Sementes do Bem provoca uma reflexão sobre as metodologias, sobre os papeis de cada parceiro e a necessidade de nos conectarmos, para gerar continuidade nos processos de construção do conhecimento e das soluções integradas e inteligentes para a agricultura familiar. Por meio das conexões, por exemplo, abordamos o uso da tecnologia do controle biológico de pragas, para redução do uso de agrotóxicos, e falamos sobre a implantação da Biofábrica em Goianá, com a orientação do pesquisador Ivan Cruz. Também mostramos que é possível usar as máquinas de pequeno porte”, resumiu o secretário.
Fonte: Embrapa VEJA TAMBÉM:
ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago PereiraQuer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias
Por: Redação
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