Em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, brasileiros se preocupam com conterrâneos que vivem hoje em territórios que são palco de bombardeios e conflitos armados. No centro da guerra está o Irã, país que abriga, segundo dados do nosso Ministério das Relações Exteriores, 85 brasileiros.
Países vizinhos também estão sendo atingidos pela guerra. Em todo o Oriente Médio, o número de residentes vindos do Brasil tem um crescimento expressivo em relação aos que moram no Irã: são cerca de 49.430 brasileiros espalhados por diferentes nações atingidas pelo conflito.
Os países que mais concentram nativos do Brasil pela região são o Líbano, com 22 mil, e Israel, com outros 14 mil brasileiros vivendo em seus territórios. A CNN Brasil elaborou um mapa que mostra a distribuição completa de brasileiros que moram no Oriente Médio atualmente. Confira:
A preocupação aumentou após uma ameaça direta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Irã. Através da Truth Social, rede social criada pelo líder americano, ele afirmou que caso os países não cheguem em um acordo, uma “civilização inteira morrerá” ainda nesta terça-feira (07). A fala gerou repercussão internacional e elevou o alerta sobre possíveis desdobramentos militares na região.
Veja a declaração completa de Trump:
“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. Contudo, agora que temos uma Mudança de Regime Completa e Total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, QUEM SABE? Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim. Deus abençoe o grande povo do Irã!”, disse o presidente dos EUA.
O prazo, determinado por Trump, para que o Irã aceite o acordo proposto pelos Estados Unidos está próximo do fim. O presidente norte-americano prometeu ataques a partir das 21h (horário de Brasília), caso a República Islâmica não reabra Estreito Ormuz.
Donald Trump anunciou, em 28 de fevereiro, que os Estados Unidos atacariam o Irã com o objetivo de destruir as forças armadas do país e seu programa nuclear. Desde então mais de duas mil pessoas morreram. Em um vídeo publicado na rede Truth Social, o republicano acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”. De acordo com Trump, os EUA “não aguentam mais”. Na ocasião, Israel também anunciou ataques contra o Irã.
Como resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques em grande parte do Oriente Médio, com explosões em países que abrigam bases militares norte-americanas, como os Emirados Árabes, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
Um aspecto importante do conflito envolve o fechamento do Estreito de Ormuz, uma passagem marítima estreita localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, classificado como o principal chokepoint (gargalo logístico) energético do mundo.
Sem previsão para um acordo entre os países que possa pôr fim ao conflito, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) da Organizações das Nações Unidas (ONU) estimou que mais de 45 milhões de pessoas poderão passar fome se a guerra no Oriente Médio se estender até junho deste ano. A pesquisa foi divulgada pelo diretor-executivo adjunto do PMA, Carl Skau, em março. Na ocasião, Skau disse que "a fome nunca foi tão grave como agora".





